Foi divulgado na última sexta-feira(11/11/2011)
pelo DATAFOLHA, pesquisa realizada em 42 municípios paraenses, com 880 pessoas,
onde ficou claro que a população é contra a Divisão do Pará, com 58% Contra à
Divisão do Pará, 33% à Favor da Divisão do Pará, 10% Indecisos sobre a Criação
do Estado do Tapajós e 8% Indecisos
sobre á Criação do Estado do Carajás.
Em minhas palestras e discussões,
sempre enfatizo que sou contra á Divisão do Pará, tenho um sentimento muito
forte por meu Estado, por ser paraense de fato, conhecedor da História do Pará,
das grandes lutas e conquistas como o ocorrido no movimento dos
Cabanos(Cabanagem). É evidente que todos os Países e Estados que possuem um
território grandioso como o Pará, sentem dificuldades de governar, com o
enfrentamento de diversas problemáticas, assim como os governantes de pequenos
estados.
Nosso Amado! Querido! e Orgulho
Estado do Pará! Possui dimensões continentais, sendo o segundo maior Estado do
Brasil e maior que muitos países, com grandes áreas verdes da floresta
amazônica, muita dessas áreas intocáveis pelo homem, com uma fauna, flora e
biodiversidade única, com rios, igarapés e praias de água salgada e doce, com
um solo rico em minérios, estado este exportador de energia elétrica.
É fato que o Governo enfrenta
problemas devido ao tamanho do estado, como mencionado anteriormente, problemas
este com o meio ambiente, educação, segurança, saúde, economia e o social,
porém, é notório que o Governo vem trabalhando a décadas a Integração de todas
as regiões, com a construção de hospitais de referência para atender a
população daquela região, sem precisar vir á capital, com o incentivo à
empreendimentos que estão se instalando naquelas áreas, para que esses
municípios possam se alto - desenvolverem.
Outrossim, se existem municípios,
que por ventura tem seus agentes públicos representante legal e por vontade da
sociedade ao exercer seu direito ao voto, os prefeitos, vereadores, secretário,
deputados e senadores daquela região, precisam trabalhar projetos para a
captação de recursos para sua região, porém, o povo ainda vota de forma equivocada,
colocando representantes do povo que não tem compromisso algum com a sociedade,
os quais acabam por não trabalharem de forma eficiente e eficaz. Pois é sabido
que vivemos em um país denegrido pela corrupção, ai pergunto, será que esses
políticos, que querem dividir o Pará, não criam projetos visando receber
recursos públicos para atender a coletividade, para onde vão esses recursos
afinal de contas?
Ora, o que não pode ocorrer é que
pessoas vindas de outros Estados, que tem outra cultura, que não tem sentimento
algum pelo Pará, muitos grileiros, outros empresário e políticos, acabem por
influenciar os verdadeiros paraenses com falsas promessas de que, caso dividam
o Pará, tudo vai melhorar, todos os problemas vão deixar de existir. Ao invés
dos políticos estarem lutando pelo desenvolvimento do Estado, captando
recursos, eles estão desperdiçando dinheiro com este plebiscito, estes
políticos poderiam unir as forças e lutar para que o Pará receba o ICMS pela
energia que produz, pedir a mudança da Lei Kandir, com o Pará recebendo por ano
5 vezes menos royalties pelas exportações de minérios, porque estes políticos
não lutam pela melhoria do Pará?
Pense Bem! Com a divisão do Pará,
o Parazão se tornará Parazinho, pois com a divisão o Pará perderá 83% de seu
território, ficando com apenas 17% da área que possui atualmente, com seu PIB
reduzido, perdendo suas riquezas naturais, ficando com a maioria da população,
em torno de 5 milhões de pessoas, trazendo dessa forma o atraso no
desenvolvimento, causando transtornos na saúde, segurança, educação, economia e
meio ambiente, pois como os novos Estados precisarão desenvolver-se, é evidente
que ocorrerão os desmatamentos, Ai! Coitada da nossa Amazônia!
Com a divisão, os novos Estados
sofrerão, incluindo o Pará, pois serão novos funcionários públicos, vereadores,
senadores, governadores, secretários e uma despesa anual de 1,1 bilhão para o
Estado de Carajás e 2,2 bilhão para o Estado do Tapajós, segundo o Economista
Célio Costa.
Divisão não significa crescimento
econômico e desenvolvimento humano. Segundo dados do IBGE de 2008, Tocantins
fruto da divisão, Acre, Roraima, Rondônia, Amapá, Sergipe e Alagoas são
exemplos de Estados pequenos e pobres que não se sustentam sozinhos.
Querem dividir o Pará. Querem
transformar este Estado tão grande e tão rico num dos mais pobres do país. Querem
fazer do Pará um Parazinho, deixando com ele só 17% da área que possui hoje.
Querem reduzir a economia paraense pela metade. Querem levar nossas riquezas
minerais. Querem aumentar a desigualdade, a pobreza e a violência. Querem atender
somente aos interesses de meia dúzia de políticos e grandes empresários. Querem
desmatar. Querem mutilar a nossa diversidade cultural. Querem separar irmão de
irmão. Eles querem tudo isso. Mas nós não queremos e dizemos NÃO!!! VOTE 55

