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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Belém Sustentável! É Possível SIM!


O que será uma "Belém Sustentável" ? Na visão do Partido Vede será uma cidade boa para viver e criar os filhos. 


Uma cidade assim precisa cuidar da qualidade de vida dos seus habitantes promovendo um bom sistema de transporte público integrado. O ir e vir diário em busca do trabalho e das necessidades básicas deve ser feito com conforto, rapidez, baixo custo, mas sem emissão de gases poluentes. O transporte individual não é a melhor saída, não temos e nunca teremos ruas suficientes para que cada pessoa se desloque de automóvel. 

Uma cidade assim precisa cuidar do esgoto. Belém, após 400 anos de existência, continua jogando as águas servidas, cheias de produtos tóxicos, diretamente no rio Guamá ou na Baia do Guajará. Nossa cidade não fede a podre, graças a maré de todos os dias, mas a sujeira é responsável pelo desaparecimento dos peixes e pela o aparecimento de muitas doenças graves na nossa população.

Uma cidade assim precisa cuidar do lixo que produz. As pessoas acham que jogando o lixo da porta da casa para rua estão se livrando dele, mas não é assim que a banda toca. O planeta não tem porta e todo o lixo que produzimos fica aqui, convivendo conosco. Por isso, separar, reaproveitar, reciclar e tratar é a melhor solução para termos uma Belém saudável.

Uma cidade assim precisa preservar nascentes de rios, igarapés, áreas verdes e aumentar a arborização. O equilíbrio entre as áreas asfaltadas, construídas com as áreas naturais garantirá o futuro ambiental de Belém e o Plano Diretor Urbano de Belém já traz as regras para a preservação, basta cumpri-lo.

Uma cidade assim precisa dividir melhor seus espaços urbanos e a disposição dos equipamentos públicos. Os principais órgãos públicos estão no centro da cidade obrigando que as pessoas se desloquem sempre na mesma direção, tumultuando o trânsito e inviabilizando o planejamento de ações urbanas. Pode ser diferente? Claro que pode, basta planejar e redistribuir as funções pelos espaços da cidade, induzindo o crescimento e a organização saudável. O planejamento dos espaços urbanos garante, além da qualidade de vida, a diminuição da violência que atinge jovens pobres da periferia não urbanizada. 

Uma cidade assim precisa de um bom serviço de saúde e educação. A deficiência na prestação destes dois serviços escencias atinge violentamente os pobres e a classe média. O pobre, por não ter a quem recorrer, se vê obrigado a suportar com a sua própria dor o não acesso a médicos e a escola. O classe média, além de pagar uma pesada carga tributária justamente para custear esses serviços, ainda arca com caríssimos planos de saúde e mensalidades escolares.

Nós do PV estamos empenhados em debater primeiro um modelo ideal de cidade e depois discutiremos os nomes de quem vai conduzir. Com este propósito estamos participando de um movimento suprapartidário por uma "Belém Sustentável". Que venham os partidos do bem!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Complexidade na Gestão de Clubes de Futebol Profissional!


Nasci praticamente dentro de um campo de futebol, pois minha casa era nada mais nada menos que a sede do clube do meu pai(Independente Atlético Clube, hoje atual campeão paraense de futebol 2011), contudo, vivenciando diversas cenas e problemáticas existentes. Logo passei a incorporar a idéia de ser um atleta, incentivado por meu pai, aos 5 anos de idade eu era mascote do clube e já iniciei a prática do futebol na escolinha do clube, modalidade conhecida como dente de leite.
No ano de 1991 disputei meu primeiro campeonato oficial, o paraense da categoria mirim, onde fui campeão, atuando como atleta até meus 17 anos, modalidade na época conhecida como juvenil.
Após este período vivido de atleta, com minha frustração como atleta, por não ter tido oportunidade em clubes de grande porte de Belém, como ocorre até hoje, devido os clubes na darem valor aos atletas regionais, caracterizados como “as pratas da casa”, decidi abdicar minha carreira de atleta e partir para um novo objetivo, que trabalhar, estudar e passar no vestibular e, após diversas tentativas no ano de 2005, com 23 anos de idade, passei no vestibular no curso de Administração de Empresas, a partir de então passei a assumir a gesta do clube cm meu pai, traçando metas, objetivos e trabalhando sempre com planejamento, logo percebemos uma evolução na gestão do clube, uma organização e reconhecimento por parte dos conselheiros e atletas.
                                   Jr-Bastos Segurando o Troféu de Campeão Paraense de 1991
   Patrono/Fundador do Independente Atlético Clube Sr. Bastos e Atleta Formiga recebendo homenagem

Ressaltando o clube é Campeão Brasileiro de Futebol Feminino de 1991; passaram pelo clube diversos atletas conhecidos nacionalmente como: cebola, formiga(atleta da seleção brasileira), Arinelson, Alcino, Amauri, Marcelinho etc. No ano de 2005, reunimos a diretoria, captamos parceiros para contribuírem com a folha de pagamento salarial dos atletas e fomos 2º lugar no torneio seletivo para acesso à 1ª divisão de futebol profissional, onde foi uma grande vitória a nossa gestão, haja vista que o clube estava fora do paraense desde o ano de 1994, porém iniciaram as dificuldades quanto a questão de patrocínios, desenvolvemos projetos para o campeonato paraense de futebol profissional, visitamos vários empresários locais em potencial, e a resposta era sempre a mesma, não! E, sem condições de pagarmos a folha salarial dos atletas, perdemos 70% de nossa equipe e, conseqüentemente caímos novamente para a 2ª divisão do paraense.
Já em 2009, após 4 anos, houve um acordo entre o clube(Independente) e um empresário de Tucuruí, onde apenas a categoria profissional ficaria por responsabilidade desse empresário em Tucuruí, foi que o clube engrenou e tornou-se campeão da 2ª divisão e já no ano de 2010 ficou entre os 4 primeiros e no ano de 2011 sagrou-se campeão paraense de futebol , em partida realizada contra o Paysandu Sport Club no estádio Olímpico do Pará com um público aproximadamente de 30.000 mil pessoas.
Fala-se muito em Gestão Amadorista no futebol paraense, é claro que isso ocorre, porém, o que ocorre de fato é a falta de incentivo por parte do empresariado local, pois futebol é inserção e inclusão social, você retira crianças do convívio tumultuado, da zona de risco e oferece-lhe oportunidade de praticar esporte, preenchendo o tempo vago desta criança/adolescente com a prática esportiva, aprendendo a respeitar, a trabalhar em equipe e a disciplina, onde alguns desses garotos tornam-se atletas profissionais e muito desses acabam virando nossos ídolos, exemplos de vida, da feita que as empresas investirem no futebol paraense, apoiando os clubes profissionais, podem ter certeza que veremos resultado, pois é triste ver nosso clubes nas últimas divisões do futebol brasileiro.  
Tudo é conseqüência, da feita que os clubes tiverem reconhecimento, respeito e apoio financeiro, é evidente que haverá a necessidade da realização de cursos na área da gestão esportiva, e o amadurecimento vem com o tempo, juntando a teoria com a prática, o Pará é grande e forte, o futebol assim como outros esportes vão se destacar muito no país daqui a alguns anos.