Belém foi
castigada com uma forte e intensa chuva nesta quarta feira de cinzas(13/02/13),
a capital paraense amanheceu com nuvens carregadas, que dava a impressão que
não tinha amanhecido ainda, a metrópole da Amazônia sofreu com grandes inundações
em diversos bairros, famílias tiveram grandes prejuízos com móveis e
eletrodomésticos, veículos ficaram no meio do caminho em avenidas e ruas de Belém
que viraram verdadeiros rios.
Segundo o
Instituto Nacional de Meteorologia do Pará, há exatamente 30 anos não chovia
tão forte no mês de fevereiro em Belém, sendo que a chuva deste mês,
considerando a média das últimas chuvas de fevereiro durante os últimos 30 anos,
foi a maior, em duração e quantidade em volume de água, fato este ocasionado por
uma grande faixa de nuvens que se estendeu desde o Maranhão, cruzando o Pará em
direção ao Marajó. Pra se ter uma ideia de 0h até às 16h do dia 13/02 choveu
cerca de 121 milímetros, o que corresponde a 30% da média mensal, que é de
408mm para a Região Metropolitana de Belém em fevereiro(SISPAM).
Porém, é
evidente que Belém do Pará já tem um índice de chuvas diferenciado no país, bem
como esta época as chuvas são mais intensas, problemas de inundações todas as
capitais do mundo sofrem, mas sofrem menos, pois já trabalham políticas de
resíduos sólidos, planejamentos ambientais á curto, médio e longo prazo,
educação ambiental e a conscientização ambiental, o que acarreta, conseqüentemente
a mudança da cultura regional e a quebra de paradigmas até então existentes.
Não se pode culpar
apenas o governo, precisamos ter consciência de que temos que fazer nossa
parte, em artigos anteriores, citei que já presenciei momentos em que moradores
que vivem às margens de canais, por não terem a cultura de se programarem com o
horário que o carro coletor de resíduos sólidos passa recolhendo estes
materiais, acabam jogando seus lixos dentro dos canais, e não somente lixo,
como sofá, geladeiras, entulhos e diversos outros tipos de materiais,
prejudicando o fluxo de água e vazão do canal, transbordando e prejudicando a
comunidade.
Existem diversas
organizações não governamentais que já trabalham a educação e conscientização
ambiental, onde se tem profissionais capacitados e que podem firmar parceria
com o governo, com a finalidade de implantar não somente a desobstrução/limpeza/dragagem
dos canais, mas sim trabalhar de forma mas profunda a comunidade, com
palestras, aulas, seminários, distribuição de informativos, gincanas educativas
com a criançada, desenvolvendo a conscientização ambiental, minimizando os
impactos causados pela própria comunidade. Este tipo de ação já é desenvolvida
por ONG’s da grande Belém, porém os raios de ações são pequenos mas
satisfatórios, podendo através de parcerias, se estenderem e contribuírem de
forma positiva para a qualidade de vida da população, bem como a redução de
custos para o governo com essas problemáticas, haja vista que será um trabalho
preventivo.
Finalizando,
sempre enfatizo a importância de tentarmos mudar nossos hábitos, pararmos para
refletir e percebermos porque consumimos tanto, porque desperdiçamos tanto,
porque jogamos lixo nas ruas, porque usamos muita água no banho, enfim precisamos
cuidar mais de nossa casa(planeta), pois dependemos dele pra viver, fazemos
parte da natureza, sem ela não teremos condições de sobreviver, respiramos
graças a atmosfera e às árvores que liberam oxigênio para nós, graças a água
que consumimos para nos mantermos vivos, pois sabemos que nosso corpo em sua
maioria é composto por líquido, nossos medicamentos(drogas) vem da nossa grande
floresta, enfim, temos que viver e minimizar os impactos por nós gerados, para
que as gerações futuras também possam usufruir de todos esses benefícios que
ainda temos prazer de ter.


